segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Processo Histórico da Erva-Mate é umas das atrações da Turismate 2017

Utensílios utilizados nesses mais de 500 anos serão apre-
sentados durante a caminhada (Foto: Ismael Rosset)
O “Processo Histórico da Erva-Mate” é um importante atrativo turístico que pode ser visitado durante a Turismate. Organizado em seis etapas, o processo resgata a história do cultivo, beneficiamento e o consumo da Erva-Mate, desde os primórdios da civilização até a atualidade.

Um grupo de atores, formado por membros da comunidade ilopolitana, irá apresentar os meios de extração, transporte, secagem, trituração, armazenamento, tipos de moradia e as formas de consumo da erva-mate nesses mais de 500 anos, especialmente o chimarrão, bebida símbolo do Rio Grande do Sul. Em cada estação serão utilizados diferentes equipamentos que demonstram as dificuldades e os avanços obtidos até o aparecimento de indústrias modernas e o aumento da produção, do consumo, bem como a qualificação do beneficiamento e o respeito ao meio ambiente.

O roteiro tem uma distância de cerca de 500 metros. A duração da caminhada pode variar de 30 minutos até uma hora, dependendo da curiosidade do visitante. Desde o início do ano, a estrutura passa por um processo de recuperação, com o intuito de proporcionar um grande espetáculo para os visitantes e valorizar o carro chefe da economia do município que é a erva-mate.

“Este processo que retrata a história e a caminhada da erva-mate foi criado na primeira edição do evento, em 2003. Essa visita, ao Parque do Ibama, onde se encontra estas instalações, nos proporcionará uma viagem no tempo, que inicia na época indígena e estende-se até a indústria moderna. As pessoas só veem a indústria, mas não sabem como surgiu tudo isso”, explica o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente e coordenador da Turismate, Jurandir Marques. Ele ainda destaca que os visitantes terão a oportunidade de conhecer todo o processo percorrendo um caminho rodeado de erveiras – árvore símbolo do Rio Grande do Sul.

A união e a exuberância da natureza são outros fatores que prometem encantar os visitantes. “Durante o roteiro é possível reforçar a união da erva-mate com o Pinheiro brasileiro (araucária angustifólia). O sombreamento proporcionado pela araucária revela o seu instinto materno, que acolhe as árvores menores, como a erveira e proporciona assim maior qualidade para a erva”, comenta a bióloga Bruna Baratto.

Para o Presidente da Associação dos Amigos e Parceiros da Erva-Mate do Polo do Alto Vale do Taquari (AA Erva-Mate), Ismael Rosset, “contar com o apoio das empresas patrocinadoras para a manutenção desse projeto e de pessoas voluntárias que colaboram para a atividade cultural, especialmente com o envolvimento da comunidade local, é fundamental para a preservação da memória, dos usos e costumes de vários povos que muito contribuíram para o desenvolvimento do setor ervateiro no Brasil, especialmente na região do Alto do Vale do Taquari. A participação de jovens na parte lúdica do projeto é fundamental para a perpetuação desses conhecimentos entre as gerações futuras. Esperamos uma bela participação de público nos dias do evento”, finaliza Ismael.

Visitação:
 
O percurso da Reconstrução do Processo Histórico da Erva-Mate poderá ser visitado durante a Turismate – A Festa da Erva-Mate. As visitas guiadas ocorrem nos dias 17, 18 e 19, das 9h às 11h e das 14h às 16h. O agendamento de grupos pode ser realizado na Central de Informações do Município pelo fone 51 3774 1537.


O processo histórico da erva-mate tem a contribuição e a participação de muitas ervateiras. Neste ano, 22 delas estarão expondo e apresentando suas inovações no Salão da Erva-Mate. De Ilópolis estão envolvidas, a ervateira Amizade, Amor do Sul, Cultura Gaúcha, Diamantina, Ecomate, Fonte do Mate, Ilomate, Inovamate, Lago Verde, Marsango, Princesa Do Vale, Real Nativa, Rei Verde, Roda Do Mate, Safra/Essência, Secco, Seiva Do Mate, Serrena, Valentin e Ximango. De Putinga participa a ervateira Multimate e de Arvorezinha a ervateira Valério.

A Turismate é uma realização da Associação Comercial e Industrial de Ilópolis (ACI-I). Conta com a organização da Lume Eventos e tem o patrocínio confirmado da Prefeitura de Ilópolis, Gráfica Cometa, Fundomate, Ibramate, Sicredi, Banrisul, BRDE e o apoio de Dorigon Produtos de Limpeza, Posto Coser, Supermercado Aurora, Camilotti Pneus, Posto Fórmula, Corsan, Banco do Brasil, BalCa, Cerfox, Afubra, Erva-Mate Rei Verde, APL de Agroindústrias Familiares do Vale do Taquari, Emater/RS, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, AA Erva Mate e Sindimate. O evento tem entrada gratuita.

Texto: Ascom Turismate

Fonte! Buscamos este chasque (reportagem) no sítio do Portal Região dos Vales, de Encantado - RS, publicado no dia 01 de novembro de 2017. Abra as porteiras clicando em http://www.regiaodosvales.com.br/processo-historico-da-erva-mate-e-umas-das-atracoes-da-turismate-2017/

sábado, 4 de novembro de 2017

Mercado Previdenciário! Baixa dos juros estimula diversificação de investimentos


Veterinário Sérgio Juchem mudou a postura em relação
 às aplicações, optando por variá-las em diferentes fundos /
MANUELA BERGAMIN/DIVULGAÇÃO/JC

A linha descendente verificada ao longo do ano pela taxa básica de juros (Selic) vem movimentando o mercado financeiro. O índice, que em outubro esteve em 8,25% ao ano, poderá chegar ao patamar de 7% no final de 2017, conforme projeções de economistas e especialistas - tendência que, se confirmada, levaria o País a conviver com os juros mais baixos da história. Um cenário que proporciona novas situações para investidores e clientes das mais diferentes formas de aplicação financeira - entre elas, dos planos de previdência complementar em que o próprio contratante pode escolher onde os recursos arrecadados serão aplicados.

Na medida em que os investimentos mais conservadores de renda fixa vão perdendo rentabilidade, uma opção que vai ganhando terreno é a diversificação da carteira de investimentos, eventualmente com aumento dos riscos. Foi, por exemplo, a escolha do veterinário e pesquisador Sérgio Juchem: realocar uma parte dos recursos investidos em previdência privada, reduzindo a parcela destinada a fundos de baixo risco. "Em março e abril, começou a queda dos juros, e em junho começou a bater nas rentabilidades", lembra Juchem, que resolveu transferir parte desses recursos para opções multimercado - nos quais os gestores do fundo investem em ativos de renda fixa e de renda variável, podendo acompanhar os movimentos de mercado para obter ganhos maiores. "Em torno de 30% dos meus recursos de previdência estavam alocados em fundos conservadores, mas agora estão em redução para 22%, já que a rentabilidade caiu", explica o pesquisador.

Juchem conta que começou a buscar informações sobre planos de previdência complementar ainda em 2016. A ideia inicial era encontrar opções nas quais fosse possível abater do Imposto de Renda parte dos valores investidos, o que o levou inicialmente aos planos Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). Mas o processo não terminou aí. "O que realmente mudou a minha postura foi entrar em contato com alguém que não fosse um vendedor, mas um técnico em previdência, indicado pela seguradora", relata o pesquisador, que acabou optando por variar os investimentos.

Além dos recursos investidos em previdências PGBL e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), Juchem hoje também tem investimentos em banco, para uso imediato, além de aportes mediados por uma corretora - em fundos de risco variável, incluindo os multimercados. "Vi que poderia colocar dinheiro em diferentes fundos. A previdência deu a facilidade de comprar um tíquete menor", observa: "É mais ou menos como fazer compras: algumas coisas valem a pena comprar no mercadinho da esquina. Para outras, é melhor ir no macroatacado."

O veterinário reconhece que a maioria da população ainda não está inteirada das possibilidades de investimentos disponíveis. "A gente ainda carrega, no Brasil, um trauma do sequestro de recursos. Vivemos em um País onde pessoas guardam dinheiro em casa. Nossa instabilidade política força as pessoas a se reservarem. Somos um país que está há pouco tempo na democracia. Ainda há dificuldade de as pessoas tomarem conta do seu destino, o empreendedorismo é novidade. Temos direito a ser autônomos, mas ainda não usamos toda essa autonomia", analisa Juchem, ressaltando que a solução não é outra senão a busca constante de conhecimento e informação: "Fundos de previdência são alternativas de investimento. Assim como em outros investimentos, há um leque de opções. É importante ir atrás das informações". 

Fonte! Chasque (postagem) veiculado no Caderno Seguros e Previdência, da edição do dia 31 de outubro de 2017, do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS