sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Atitude 24! A Gauchada está endividada! Tchê! Isto é RUIM

Bueno! Hoje o Correio do Povo traz importante e preocupante chasque (matéria) a respeito do endividamento dos gaúchos.

Refletindo um pouco, nós (os gaúchos) bradamos aos quatro ventos e isto está comprado que temos a melhor qualidade de vida do país; que temos o maior índice de leitores de jornais, revistas e livros por cidadão; de sermos o povo mais politizado deste país; de sermos o único Estado brasileiro a ter uma cultura própria e de forma organizada.....

Mas a conclusão este peão chega é que todos estes índices ditos positivos, caem todos na vala comum, quando 80% da gauchada está com o bolso da bombacha comprometido e destes, 4% não conseguem pagar as suas dívidas. Ao contrário do que diz o economista Pedro Ramos, este percentual assusta sim e na ótica deste peão, o percentual é alto pois com o crédito fácil, que é oferecido sem entrada, sem acréscimo, com pagamento depois do carnaval..... e outras ditas e falsas vantagens, pois o compromisso assumido, ou seja, esta dívida, vai ter que ser quitada.

Lamentavelmente a gauchada e de resto, o povo deste país, não se deram conta que dá pra comprar os seus sonhos ajuntando os cobres (o dinheiro) com estes objetivos e comprar à vista ou então a prazo em melhores condições, e com a barganha dos descontos.

Conclui-se que enquanto o bolso da bombacha (conta bancária) estiver raspado, e continuarmos comprando os nossos sonhos com novas dívidas, nunca sairemos do lugar comum, que é o das lamentações, que pobre só consegue adquirir alguma coisa desta forma e de resto, o mesmo e deprimente choro dos que estão sempre em dificuldades financeiras! E para mudar isto, um longo e penoso caminho deve ser seguido:
- Falar abertamente sobre finanças com os familiares - com o peão (esposo), com a prenda (esposa), com os piás e as gurias);
- Iniciar um orçamento do teu rancho (residência) e anotar rigorosamente tudo - todas as entradas (salários e otros valores) e todas as saídas (compras para a casa e todas as contas pagas);
- A partir disso, começar a cortar gastos, principalmente aqueles que envolvem supérfluos que podem ser evitados e pequenos gastos, que muitas vezes envolvem somente moedas na hora do pagamento, mas, que, somandos, podem até te assustar num período de trinta dias;
- Depois de ter implantado tudo isso, está na hora de o vivente se valorizar mais e se pagar primeiro. No dia que receber os seus vencimentos, deixar investido em algum produto financeiro parte destes cobres e evitar recaídas resgatando este dinheiro para comprar por impulso. Este dinheiro é para comprar sonhos: de forma planejada, trocar de carro, comprar um terreno, uma nova geladeira, a viagem do ano seguinte, etc. E nunca se esquecer de destinar parte da compra destes sonhos, para o complemento da sua aposentadoria, pois uma aposentadoria com qualidade de vida é o sonho de todo gaúcho e de todo o brasileiro.

Bueno! Agora o vivente pode ler com mais precisão o chasque abaixo, publicado na página de Economia do Correio do Povo de Porto Alegre (RS), na edição de hoje:

Endividamento no RS chega a 80%

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias gaúchas (PEIF/RS), do mês de setembro, realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) e apresentada ontem pela Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS) registra alto nível de dívidas entre a população do Rio Grande do Sul: 80% dos entrevistados se disseram endividados. O porcentual, entretanto, não assusta, observa o economista da Fecomércio Pedro Ramos. O importante é que 96% afirmaram estar em condições de honrar seus débitos - apenas 4% admitiram que não terão como pagar as suas dívidas em dia. O trabalho ouviu amostragem de 600 pessoas. A margem de erro é de 3,5%.

Entre os que admitiram ter algum tipo de débito, como compra de casa, carro e financiamentos em geral, pelo menos 32% revelaram estar com alguma das contas em atraso. Conforme Ramos, o dado bom é que a massa de salários cresce a uma taxa elevada. É de 10% sobre o ano passado. Citou ainda três fatores a favor das boas vendas: confiança na economia, crescimento da renda e maior oferta de empregos. "Percebemos também que novos integrantes das famílias estão entrando no mercado de trabalho", concluiu.