quarta-feira, 3 de maio de 2017

Fundos Imobiliários em alta

Modalidade de aplicação atrai cada vez mais investidores

Em 2016, os fundos imobiliários se valorizaram 32,3%, chegando a dar retorno de quase 10% só em março daquele ano. O surpreendente desempenho fez crescer as expectativas de que, em 2017, poderiam repetir o feito, principalmente diante do cenário de queda dos juros, que motiva o investidor a sair da zona de conforto. No entanto analistas divergem sobre as perspectivas de retorno para este ano e aconselham o investidor a olhar para outros fatores além da Selic na hora de optar por esse investimento. Os Fundos Imobiliários (FII) são investimentos de renda variável e funcionam como ações, mas, em vez de empresas, o aporte é em imóveis. Dentro do fundo, cada investidor tem uma cota correspondente ao montante aplicado, que rende um valor mensal. Como investir em imóveis já é comum ao brasileiro, dentro do volátil universo de renda variável, ele acaba sendo um investimento mais "amigável".

Para os que cogitam imóveis como forma de investimento, optar por um fundo imobiliário pode ser vantajoso, já que dispensa a saga por longos financiamentos ou a necessidade de juntar uma enorme quantia de dinheiro. Geralmente, uma cota de um fundo imobiliário não passa de R$ 4,5 mil, podendo ser adquirida por muito menos. Além de ser uma alternativa à renda fixa e garantir uma remuneração mensal ao investidor, outro atrativo dos FII é a isenção de taxa de Imposto de Renda no valor do rendimento. As vendas das cotas com lucro, porém, são taxadas em 20%. Há ainda a taxa de administração do fundo, que pode ou não ser cobrada pela corretora.

Com mais uma queda na semana passada da Taxa Básica de Juros (Selic), hoje em 11,25% ao ano, os fundos ganham atratividade frente às aplicações tradicionais de renda fixa. A busca por retornos maiores incentiva os investidores a tomar mais riscos, o que contribui para aquecer o mercado. Outro chamariz foi a crise do setor imobiliário, que agora ensaia sinais de retomada, mas trouxe a oportunidade de negociar imóveis vazios a preços mais baratos.

Lucas Stefanini, analista da corretora Guide, explica que, até 2015, havia uma oferta muito alta de imóveis, o que gerava uma briga por locatários, não por fundos. Mas, com desaceleração nas entregas de empreendimentos, espera-se, para o ano que vem, um equilíbrio entre oferta e demanda de espaços. Diante desse cenário de ajuste de preço, o investidor ainda pode se aproveitar de uma cotação menor do que o valor patrimonial. Até o dia 12 de abril, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix) - indicador do desempenho médio das cotações dos fundos na Bolsa - avançou no ano 8,61%. Boa parte dessa alta foi uma resposta à confirmação da queda já esperada da Selic. Mas, segundo o professor da Fecap Arthur Vieira, daqui para frente, só a queda de juros "não será um combustível, porque já está precificada". Vieira aponta que o rumo da Selic só daria um fôlego a esse produto se os cortes forem além do esperado, e que os ganhos virão da melhora do mercado.

Apesar da ressalva, Vieira acredita que o fundo imobiliário funciona como um primeiro passo na renda variável. "Com a queda da taxa de juros, as pessoas vão ter de aprender a tomar risco. Nesse sentido, é um passo menos volátil." Vieira pondera, porém, que o investidor deve antes ter um "colchão" na renda fixa, em produtos com liquidez - como a reserva de emergência, cuja recomendação é de três a seis meses do custo de vida - para se proteger de algum evento inesperado. A indicação de fundos imobiliários, porém, não é unanimidade. Roberto Indech, da corretora Rico, tem ressalvas ao produto. Ele acredita que essa aplicação só é adequada para um perfil bastante específico de investidor: que precisa de uma renda mensal ou busca diversificar bem a carteira. Indech acredita que, para fugir da renda fixa com um pouco mais de risco, existem investimentos mais vantajosos, como, na avaliação dele, os fundos multimercado - aplicação híbrida que mistura em um mesmo pacote renda fixa, ações ou moedas.

Uma outra questão que deve ser levada em conta é a liquidez. Os fundos imobiliários funcionam como "condomínios fechados", divididos em cotas que, depois de adquiridas, não podem simplesmente ser resgatadas. Para negociar suas cotas, o investidor deve usar do mercado secundário - as cotas são negociadas em pregão da bolsa. Assim, para "sair do condomínio", ele precisa encontrar um comprador para a sua cota, e pode não haver interessados.

Vitor Hernadez, educador financeiro e idealizador do site Jornada do Dinheiro, também alerta para o prazo de entrada no investimento. Com um novo ambiente econômico, a rentabilidade geral do mercado tende a ser menor, já que os preços dos fundos tendem a aumentar - embora o ganho real deva permanecer.

Para dar os primeiros passos nesse mercado, analisar o perfil dos imóveis do fundo é essencial, apontam especialistas. Hernadez aconselha que o investidor, em primeiro lugar, investigue com atenção quais tipos de imóveis compõem a carteira para não tomar a decisão errada, bem como a localização e a qualidade dos espaços. Stefanini, da Guide, afirma que muito da melhora no cenário veio dos imóveis corporativos. Outros fundos vantajosos, segundo ele, são os galpões logísticos, por causa da demanda das empresas por esse tipo de espaço; e os shoppings, que podem se aquecer mediante uma retomada do consumo. Já uma categoria de fundos que deve diminuir seus rendimentos é a de recebíveis, como o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ou papéis com lastro imobiliário, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), porque estão atrelados à taxa de juros e tendem a cair.

Fonte! Chasque (matéria) veiculado no Caderno  Empresas e Negócios, do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição do dia 02 de maio de 2017.
Em 2016, os fundos imobiliários se valorizaram 32,3%, chegando a dar retorno de quase 10% só em março daquele ano. O surpreendente desempenho fez crescer as expectativas de que, em 2017, poderiam repetir o feito, principalmente diante do cenário de queda dos juros, que motiva o investidor a sair da zona de conforto. No entanto analistas divergem sobre as perspectivas de retorno para este ano e aconselham o investidor a olhar para outros fatores além da Selic na hora de optar por esse investimento. Os Fundos Imobiliários (FII) são investimentos de renda variável e funcionam como ações, mas, em vez de empresas, o aporte é em imóveis. Dentro do fundo, cada investidor tem uma cota correspondente ao montante aplicado, que rende um valor mensal. Como investir em imóveis já é comum ao brasileiro, dentro do volátil universo de renda variável, ele acaba sendo um investimento mais "amigável". Para os que cogitam imóveis como forma de investimento, optar por um fundo imobiliário pode ser vantajoso, já que dispensa a saga por longos financiamentos ou a necessidade de juntar uma enorme quantia de dinheiro (veja mais diferenças no box ao lado). Geralmente, uma cota de um fundo imobiliário não passa de R$ 4,5 mil, podendo ser adquirida por muito menos. Além de ser uma alternativa à renda fixa e garantir uma remuneração mensal ao investidor, outro atrativo dos FII é a isenção de taxa de Imposto de Renda no valor do rendimento. As vendas das cotas com lucro, porém, são taxadas em 20%. Há ainda a taxa de administração do fundo, que pode ou não ser cobrada pela corretora. Com mais uma queda na semana passada da Taxa Básica de Juros (Selic), hoje em 11,25% ao ano, os fundos ganham atratividade frente às aplicações tradicionais de renda fixa. A busca por retornos maiores incentiva os investidores a tomar mais riscos, o que contribui para aquecer o mercado. Outro chamariz foi a crise do setor imobiliário, que agora ensaia sinais de retomada, mas trouxe a oportunidade de negociar imóveis vazios a preços mais baratos. Lucas Stefanini, analista da corretora Guide, explica que, até 2015, havia uma oferta muito alta de imóveis, o que gerava uma briga por locatários, não por fundos. Mas, com desaceleração nas entregas de empreendimentos, espera-se, para o ano que vem, um equilíbrio entre oferta e demanda de espaços. Diante desse cenário de ajuste de preço, o investidor ainda pode se aproveitar de uma cotação menor do que o valor patrimonial. Até o dia 12 de abril, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix) - indicador do desempenho médio das cotações dos fundos na Bolsa - avançou no ano 8,61%. Boa parte dessa alta foi uma resposta à confirmação da queda já esperada da Selic. Mas, segundo o professor da Fecap Arthur Vieira, daqui para frente, só a queda de juros "não será um combustível, porque já está precificada". Vieira aponta que o rumo da Selic só daria um fôlego a esse produto se os cortes forem além do esperado, e que os ganhos virão da melhora do mercado. Apesar da ressalva, Vieira acredita que o fundo imobiliário funciona como um primeiro passo na renda variável. "Com a queda da taxa de juros, as pessoas vão ter de aprender a tomar risco. Nesse sentido, é um passo menos volátil." Vieira pondera, porém, que o investidor deve antes ter um "colchão" na renda fixa, em produtos com liquidez - como a reserva de emergência, cuja recomendação é de três a seis meses do custo de vida - para se proteger de algum evento inesperado. A indicação de fundos imobiliários, porém, não é unanimidade. Roberto Indech, da corretora Rico, tem ressalvas ao produto. Ele acredita que essa aplicação só é adequada para um perfil bastante específico de investidor: que precisa de uma renda mensal ou busca diversificar bem a carteira. Indech acredita que, para fugir da renda fixa com um pouco mais de risco, existem investimentos mais vantajosos, como, na avaliação dele, os fundos multimercado - aplicação híbrida que mistura em um mesmo pacote renda fixa, ações ou moedas. Uma outra questão que deve ser levada em conta é a liquidez. Os fundos imobiliários funcionam como "condomínios fechados", divididos em cotas que, depois de adquiridas, não podem simplesmente ser resgatadas. Para negociar suas cotas, o investidor deve usar do mercado secundário - as cotas são negociadas em pregão da bolsa. Assim, para "sair do condomínio", ele precisa encontrar um comprador para a sua cota, e pode não haver interessados. Vitor Hernadez, educador financeiro e idealizador do site Jornada do Dinheiro, também alerta para o prazo de entrada no investimento. Com um novo ambiente econômico, a rentabilidade geral do mercado tende a ser menor, já que os preços dos fundos tendem a aumentar - embora o ganho real deva permanecer. Para dar os primeiros passos nesse mercado, analisar o perfil dos imóveis do fundo é essencial, apontam especialistas. Hernadez aconselha que o investidor, em primeiro lugar, investigue com atenção quais tipos de imóveis compõem a carteira para não tomar a decisão errada, bem como a localização e a qualidade dos espaços. Stefanini, da Guide, afirma que muito da melhora no cenário veio dos imóveis corporativos. Outros fundos vantajosos, segundo ele, são os galpões logísticos, por causa da demanda das empresas por esse tipo de espaço; e os shoppings, que podem se aquecer mediante uma retomada do consumo. Já uma categoria de fundos que deve diminuir seus rendimentos é a de recebíveis, como o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ou papéis com lastro imobiliário, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), porque estão atrelados à taxa de juros e tendem a cair. - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/04/cadernos/empresas_e_negocios/557667-fundos-imobiliarios-em-alta.html)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Cooperativas de Crédito: gás na sua vida financeira!

Crédito. 
 
Nas últimas duas décadas, muita coisa mudou na economia brasileira. Um avanço bastante interessante deste período foi a popularização do acesso ao crédito. Até o começo da década passada, o pessoal de baixa renda só conseguia crédito nas lojas populares. Muitos não tinham amplo acesso aos produtos bancários, que ficavam reservados para a classe média e os ricos. Inserido neste movimento de expansão do crédito popular, observamos outro ainda mais interessante: a proliferação das cooperativas de crédito, ou cooperativas financeiras. Desconhece? Elas podem estar bem pertinho de você!
 
Um banco... melhorado!  
 
O que faz uma cooperativa financeira? Oferece serviços de conta corrente, cobrança bancária, meios eletrônicos de pagamento (internet banking e cartões), crédito, investimento, previdência, consórcio, seguros e toda a gama de serviços financeiros que você normalmente encontraria em um banco. Uma cooperativa financeira oferece tudo aquilo que um banco lhe oferece, mas não é exatamente um banco, pois seus donos não são banqueiros, mas os próprios cooperados. Justamente por isso, os juros são baixos e os resultados financeiros são redistribuídos aos integrantes.
 
Sim, o bem comum.
 
Cooperativas bem planejadas e bem geridas (a maioria), por constituírem em sua essência um sistema de geração de valor compartilhado, visam sempre o bem comum, focando na prosperidade de todos os cooperados (e não só de alguns privilegiados). Cooperativas financeiras visam promover esta prosperidade numa das áreas mais importantes de nossa existência: a vida financeira. Conforme o relatório "50 Maiores", do Bacen, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) já é o sexto maior "banco" do mercado financeiro brasileiro, crescendo a taxas superiores a 10% ao ano.
 
Educação!  
 
Cooperativas financeiras têm bem mais a oferecer do que "apenas" bons produtos e serviços: têm educação! Todos os anos, milhares de cooperados passam por palestras, oficinas, cursos e atendimentos para sua vida financeira e empreendedora. O objetivo é ajudá-los a se planejarem e se controlarem melhor, extraindo mais qualidade de vida do seu dinheiro, e ainda fazendo sobrar para contribuir com os mais necessitados. Afinal, não é só uma questão de se ter mais dinheiro, mas de saber usá-lo melhor, como alavanca de prosperidade para toda a sociedade. Isto está na missão do cooperativismo financeiro brasileiro, e está na prática de nossas melhores cooperativas financeiras!
 
Economista com MBA em Finanças (USP), atua como orientador de famílias e educador em empresas. Mentor do Clube de Coaching Money® do PROFE®, é autor de bestsellers de Finanças Pessoais e Empreendedorismo, como "Os 10 Mandamentos da Prosperidade” e “A Virada na Carreira”, e dirige o site www.educarparaprosperar.com.br
 
Fonte! Este é um chasque do Professor Marcos Silvestre, publicado no sítio Facebook, em 27 de abril de 2016. Abra as porteiras clicando em: 

O logo buscamos no sítio da CRESAL, uma pequena cooperativa de crédito, onde somos associados:
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Observação!

Já comentamos e já publicanos chasque (post) aqui no sítio de bombachas. O nosso rancho, por exemplo, foi construído em formato de pequenos empréstimos, até 24 vezes, onde terminava um e começava outro.... Bom.... publicamos um chasque alusivo aos 30 anos da CRESAL, onde somos associados, onde entre outros fatos, citamos este "financiamento da casa própria", em tempos do hoje extinto BNH (Banco Nacional da Habitação). Abra as porteiras clicando em http://obolsodabombacha.blogspot.com.br/2013/09/atitude-74-cooperativa-de-credito-mutuo.html

Valdemar Engroff - o Gaúcho Taura!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Baixo rendimento da poupança e inflação incentivam Tesouro Direto

Baixíssimo risco é o maior atrativo do investimento,
destaca Fernando Baggio, diretor da L&S Capital
HENRIQUE KELLER/Divulgação/JC 
Quem olhar isoladamente o número de investidores cadastrados no Tesouro Direto no início deste ano não terá a dimensão exata do crescimento desta opção por parte dos brasileiros na hora de fazer seu dinheiro render. Em fevereiro (dado mais atual disponível) havia 1,2 milhão de cadastrados no sistema que permite aplicar recursos em títulos do Tesouro Nacional. Um ano antes, era próximo de 675 mil. A alta, em 12 meses, é de aproximadamente 80%.

"O investidor em geral está melhor informado e até se especializando no assunto mesmo sem ser profissional. Ele passou a questionar o retorno do que é oferecido pelo banco com o qual trabalha e viu que pode obter mais. E acabou indo para o Tesouro Direto, que tem baixíssimo risco", avalia Fernando Baggio, diretor da L&S Capital.

Outra dado que aponta para a linha de pensamento de Baggio e registrada nas estatísticas do Tesouro Direito, é o de crescimento da participação do jovens no cadastro. O percentual de quem tem entre 16 e 25 anos e está apto a aplicar recursos no Tesouro passou de 6,5% do total, em fevereiro de 2016, para 10,4% em fevereiro deste ano. Para o executivo da L&S, isso também é fruto da busca maior por conhecimento - característica dessa faixa etária.

Para Vitor Hernandes, educador financeiro e sócio-proprietário do site Jornada do Dinheiro, a melhora no portal do Tesouro promovida há cerca de dois anos também ampliou o interesse dos brasileiros pelo produto. As ações mais educativas e claras no portal, mais facilidade para efetuar o cadastro (que precisa ser intermediado por corretoras e bancos) e menos burocracia também têm um grande aliado na procura: o valor mínimo para aplicação. "Com apenas R$ 30,00 é possível fazer um investimento no Tesouro Direito. Isso é um estímulo e tanto", diz Hernandes.

O educador financeiro também informa que a inflação de 2015 acima dos 10% e a poupança rendendo cerca de 8% acelerou a busca por melhores opções de investimento. Naquele período, os títulos do Tesouro ficaram acima de 12%. Assim, acabou seduzindo boa parte de quem saiu da "zona de conforto" da poupança. "Muita gente imagina que apenas por não ter que pagar imposto de renda a poupança vale a pena. Mas o Tesouro Direto, mesmo com taxas entre 15% e 22,5%, conforme o tempo de aplicação, tem dado ganhos atrativos", assegura Hernandes, que aplica no Tesouro Nacional desde 2014.

Saiba mais sobre o sistema

Como se tornar um investidor?

É preciso se cadastrar no Tesouro Direto por meio de uma instituição financeira, que pode ser uma corretora de valores, banco Comercial, Múltiplo ou de Investimento e Distribuidora de Valores. Após o cadastro, você receberá uma senha, via correio eletrônico, que permite o acesso à área exclusiva do investidor do Tesouro Direto. A partir desse momento, você estará apto (a) a investir nos títulos que desejar.

Como é feito a aplicação?

O pagamento dos investimentos realizados no Tesouro Direto é feito por meio de recursos disponíveis na sua conta na sua instituição financeira. Caso você tenha autorizado sua instituição financeira a adquirir títulos em seu nome, você deve efetuar o pagamento para a mesma, conforme acordo entre as partes. O Tesouro opera inteiramente via internet, não havendo a necessidade de você se deslocar a um local físico para realizar suas aplicações (como um banco ou um caixa eletrônico). Basta que os recursos estejam disponíveis na conta da instituição financeira que o pagamento dos investimentos será efetuado.

Quais são as principais opções de aplicação?

LTN - Paga uma taxa pré-fixada

LTN -B - Remunera pela inflação oficial (IPCA) + um taxa pré-fixada. Hoje, essa taxa varia, em média, entre 5% e 5,5%.

LTF - Remunera acompanhando a Taxa Selic, hoje em 12,5% (mas há tendência de baixa na Taxa, para cerca de 9%). 

Fontes: Site do Tesouro Direto e Fernando Baggio, diretor da L&S Capital. 
Nós buscamos este chasque (publicação), do Thiago Copetti, nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição impressa do dia 10 de abril de 2017.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Churrasco vira moda na China

Em Pequim, 25 restaurantes divulgam a gastronomia brasileira

Não é só a carne brasileira que está em alta na China - pelo menos estava até o escândalo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, levar as autoridades a suspender as importações do produto brasileiro. O churrasco entrou na moda e ajudou a espalhar a boa fama da carne e do estilo de vida do brasileiro. Proliferam as churrascarias por todo o país. Só na capital, há 25; das quais, duas apenas com churrasqueiros brasileiros. 

Curiosamente, os fornecedores desses estabelecimentos não trabalham com carne brasileira. Mas são obrigados a oferecer a tradicional picanha, um corte que só os chineses muito iniciados saberão dizer o que é. Os outros não têm ideia do que se trata. "Tivemos de ensinar como é que se faz para tirar a bola da picanha da peça inteira", conta Ceará, o churrasqueiro do restaurante Latina, que vive há 17 anos em Pequim.

A primeira churrascaria chinesa abriu as portas na capital em 1994, mas já não existe mais. A Beijing Brazil fechou antes da Olimpíada de Pequim, em 2008, para dar lugar a mais uma via na larga avenida que passa pela Praça da Paz Celestial. Ceará, que fala chinês como um local, afirma que a clientela gosta de ver os pratos cheios. A carne sempre foi item de luxo na China. Até bem pouco tempo atrás, era usada como tempero, e não prato principal.

Foi ascensão de tantos milhões à classe média que popularizou o consumo da carne. "Eles ficam alucinados com aquelas peças que a gente serve no rodízio", conta Ceará, no intervalo entre o almoço, que é servido das 11h às 14h, e o jantar, pouco antes da sua sesta, um hábito bastante chinês que incorporou à rotina.

A Carnaval é uma churrascaria comandada por locais e até lembra as antigas churrascarias brasileiras. Um estabelecimento com características chinesas. Tem o rodízio, o que muitas não costumam usar (deixam as carnes servidas em um bufê) e oferecem acompanhamentos muito mais da culinária chinesa do que outra coisa. À noite fazem show de música, com dançarinas com poucas roupas e chineses cuspidores de fogo.

O mercado de carnes da China é uma conquista recente. Os produtores consideram o ano de 2016 como um divisor de águas. Foi quando o Brasil deixou os australianos para trás pela primeira vez, tornando-se o principal fornecedor de carnes bovinas. De 2012 a 2015, a carne brasileira não entrava na China. Estava embargada por causa de casos de doença da vaca louca. As exportações de carne suína - a preferida do consumidor local - passaram de 123 mil toneladas, em 2015, para 232 mil toneladas no ano passado. Um salto importante de 82% em um país que produz a maior parte de carne de porco que consome.

Fonte! Chasque (matéria) publicano nas páginas do caderno Empresas & Negócios, do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, na edição do dia 03 de abril de 2017.  


Não é só a carne brasileira que está em alta na China - pelo menos estava até o escândalo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, levar as autoridades a suspender as importações do produto brasileiro. O churrasco entrou na moda e ajudou a espalhar a boa fama da carne e do estilo de vida do brasileiro. Proliferam as churrascarias por todo o país. Só na capital, há 25; das quais, duas apenas com churrasqueiros brasileiros. Curiosamente, os fornecedores desses estabelecimentos não trabalham com carne brasileira. Mas são obrigados a oferecer a tradicional picanha, um corte que só os chineses muito iniciados saberão dizer o que é. Os outros não têm ideia do que se trata. "Tivemos de ensinar como é que se faz para tirar a bola da picanha da peça inteira", conta Ceará, o churrasqueiro do restaurante Latina, que vive há 17 anos em Pequim. - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/03/cadernos/empresas_e_negocios/554163-churrasco-vira-moda-na-china.html)

Venda fiada registra queda no Rio Grande do Sul


Soares limitou número de clientes com direito a essa
modalidade. CLAITON DORNELLES/JC

O famoso "compro agora pago depois", modalidade de crédito informal muito usado pelos brasileiros cresceu na carona da crise financeira. Enquanto no País a venda fiada aumentou, no Rio Grande do Sul caiu: em 2015, o Estado registrava 17% das vendas ligadas ao orçamento familiar diretamente na caderneta dos mercados, em 2016 o número foi 1% menor. Enquanto isso, o Brasil registrou alta de 1%, ao subir de 26% para 27%. O movimento pode ser explicado pelo mesmo fenômeno que levou a ampliação no Brasil, a crise, já que alguns comerciantes optaram por tornar as regras mais rígidas pela inadimplência no Estado, enquanto os mercadistas das demais regiões optaram por conceder crédito.

 "Temos mais demanda, mas cada vez menos estamos liberando para novos clientes", comenta Marcelo Soares, proprietário do mercado Soares, na avenida João Pessoa, na Capital. A justificativa do comerciante para a diminuição da oferta é que "não se fazem mais bons pagadores como antigamente". Ele acredita que a crise tem dificultado a organização do orçamento familiar, o que impacta o seu negócio - especialmente a caderneta. Em uma conta rápida, ele calcula que de cada 10 cadernetas, seis não estão sendo pagas em dia.

Isso levou o empresário a tomar uma série de precauções. Soares costuma ter um controle rígido sobre as cadernetas que abre, por isso, para funcionários das empresas que estão situadas na região do seu mercado, por exemplo, o comerciante exige que o chefe do setor, geralmente um funcionário com mais tempo de casa e já conhecido, ateste o vínculo para que o crédito seja liberado.

O melhor cliente do mercado compra no fiado com ele há 12 anos. Soares conta que suas dívidas no final do mês chegam a quatro dígitos que são pagas pontualmente. "A maioria dos clientes desse tipo já morreram", lamenta. A média de valores das demais cadernetas é de R$ 200,00 a R$ 300,00. O comerciante explica que quando ele abriu seu negócio, em 2005, os tempos eram outros: não havia tanta demanda pela caderneta, mas quem pedia quitava as dívidas sem maiores problemas ou necessidade de constrangimento.

A pesquisa realizada pela Kantar ainda aponta que 14,1 milhões de famílias usaram ao menos uma vez a caderneta para ir às compras no ano passado dada a recessão econômica, ante 13,5 milhões em 2015. A estimativa é de que meio milhão de família fizeram do método o usual para itens básicos. A consultoria responsável pelo levantamento visita mensalmente 11,3 mil domicílios do território nacional, portanto, a amostra retrata os hábitos de consumo de 52 milhões de famílias no País.

A modalidade de pagamento caía em média 6% ao ano, por estar diretamente ligada ao desemprego. A virada se deu pelo desequilíbrio na equação entre emprego, inflação e consumo.

A pesquisa da Kantar ainda aponta que a caderneta é o quarto meio de pagamento escolhido pelo brasileiro nas compras de produtos básicos, perdendo para o dinheiro, o cartão de crédito e o cartão de débito, mas ainda à frente do cheque e do tíquete alimentação. 

Fonte! Chasque de Carolina Hickmann, publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição do dia 03 de abril de 2017.

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Observação!

Já vi uma penca de bolicheiros (pequenos comerciantes) quebrar por não ter limites no crédito (fiado) via caderninho. Se não levar na rédia curta, o comerciante poderá ser ver em maus lençóis, tendo dificuldades para receber os cobres (dinheiro) referente às vendas no prazo (informal) e ainda ver o seu empreendimento ir à bancarrota (falir)....

Baita abraço

Valdemar Engroff - o gaúcho taura!